A ex-senadora Fátima Cleide (PT) acredita que será candidata a prefeito de
Porto Velho nas eleições do próximo ano e terá o apoio do atual administrador,
Roberto Sobrinho, que trabalha intensamente pela candidatura da deputada
Epifânia Barbosa. Em visita ao RONDONIAGORA na tarde de sexta-feira, Fátima
explica que é indiscutível o trabalho realizado em 8 anos no Senado, “tanto ao
Estado como para a Capital”. A petista detalha que viabilizou sozinha recursos
da ordem de R$ 1 bilhão e 200 milhões, dos quais, mais de R$ 500 milhões para a
Capital, recursos esses gerenciados por Sobrinho. “As disputas internas irão
ocorrer, mas após essa fase acredito que estaremos todos juntos”, afirma, mesmo
após ouvir considerações de que Roberto nada fez pela campanha de Eduardo
Valverde ao Governo.
As diferenças com Roberto Sobrinho vão além da candidatura a prefeito, que tem ainda o líder do prefeito na Câmara, Claudio Carvalho como pretendente a vaga do continuísmo. A ex-senadora lamentou a saída do deputado Hermínio Coelho, rival declarado de Roberto. Considera que o parlamentar fez muito pelo partido no Estado e principalmente na Capital como um político que saiu das bases para um cargo importante como deputado.
A ex-senadora explica que já está em campanha interna e que todos os
pretendentes fazem parte de um grupo só. “A divergência é salutar e faz parte de
nossa Democracia e vemos isso como muito positivo”. Fátima diz que desde que
deixou o Senado intensificou suas ações partidárias principalmente na Executiva
Nacional, organizando seminários e grandes eventos do PT como o último Congresso
Extraordinário. Questionada sobre o fato de que o Comando Nacional possa
declarar apoio e exigir que ela seja a candidata em Porto Velho, Fátima Cleide
destaca que isso não se cogita e nem vai existir. “Tenho apoio de nossa
militância local e muito apoio o que me anima e fortalece. A Executiva Nacional
é observadora e não pode tomar partido por ninguém”.
Fátima Cleide afirma que as discussões que levarão a decisão pelo candidato
petista devem ser iniciadas oficialmente nos próximos dias com a elaboração de
um calendário. “Aqui ainda estamos na fase de construção para um consenso e no
dia 11 de novembro uma reunião do Diretório Municipal irá discutir essa questão,
uma data limite para a construção do consenso e vamos ver se haverá prévias ou
não”. Mesmo assim ela afirma que vem mantendo contatos com partidos aliados,
como o PMDB, PSB, PDT e PC do B, legendas que fazem parte do “arco de
aliança”.
Fonte: RONDONIAGORA
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