terça-feira, 10 de abril de 2012

Porto Velho tem 49% da população com excesso de peso

Percentual da população acima do peso e de obesos aumentou desde 2006. O desafio do Ministério da Saúde é estacionar a tendência de crescimento

O excesso de peso e a obesidade aumentaram nos últimos seis anos no Brasil, é o que aponta a última pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), divulgado nesta terça-feira (10), pelo ministro Alexandre Padilha. Em Porto Velho (RO), o percentual de obesos passou de 12,8%, em 2006, para 16,4%, em 2011. Com relação ao excesso de peso, os números passaram de 41,8% para 49%, no mesmo período.

De acordo com o estudo, a proporção de pessoas acima do peso no Brasil avançou de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o resultado desse levantamento mostra que é necessário continuar investindo em ações preventivas, sobretudo aos mais jovens. “Com o resultado desse levantamento nós conseguimos resultados que permitem aprimorar nossas políticas públicas, que são essenciais para prevenir uma geração de pessoas com excesso de peso”, disse.

Na capital de Rondônia, 12,9% dos homens estavam obesos em 2006, já em 2011, este número subiu para 16,6%. Entre as mulheres, os números passaram de 12,7% para 16,2%. Em seis anos, o percentual de homens com excesso de peso aumentou de 46,2% para 52,3%, em 2011, e entre as mulheres o número foi de 36,7%, em 2006, para 45,4%, no ano passado.

A coordenadora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, relaciona os dados com o período em que a pessoa está ingressando no mercado de trabalho e consolidando sua carreira profissional. “Uma boa parcela da população não consegue organizar o tempo para manter a prática de atividades física e, com a má alimentação, o indivíduo ganha peso com mais velocidade”, explica a coordenadora.


As metas devem ser cumpridas pelo setor produtivo até 2014 e aprofundadas até 2016. O pão francês, as massas instantâneas e a maionese são alguns dos alimentos que vão sofrer redução de sal.

 
Fonte: Agência Saúde 51

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