Uma preocupação que atingetodos os partidos é a reduzida participação das
mulheres na vida política-partidária do país e de suas agremiações. Com as
mudanças legais, frutoda mobilização e do avanço social, os partidos precisam
preencher cotas mínimasde participação de gênero. Nos dias de hoje, pelo menos
30% das vagasdestinadas ao parlamento devem ser reservadas a um dos sexos, ou
seja, nenhumgênero poderá ter mais de 70% das vagas em disputa. Isso impõe novas
formas deorganização.
O PT parece estar à frentedesse processo mais uma vez. Na última sexta-feira,
o Partido promoveu umaPlenária para abordar a organização feminina a partir dos
novos desafiosimpostos à sigla, fruto das deliberações aprovadas no IV Congresso
Nacional dalegenda, realizado no mês de setembro, em Brasília. A ex-Senadora
FátimaCleide, membro da Executiva Nacional do PT e coordenadora geral do
Congresso,foi uma das convidadas a falar sobre o assunto.
“Nosso partido tem consciênciado papel social que desempenha e de sua
responsabilidade. O IV Congresso foi ummarco histórico, pois, entre outras
ousadas propostas, aprovamos a equiparaçãode gênero para quaisquer disputas e
para as ocupações de espaços políticosdentro do Partido dos Trabalhadores. Sem
dúvida, é um gigantesco desafio quenós mesmos nos impomos. Esse fato, não tenho
dúvida, será um balizador paratodos os outros partidos do país”, falou Fátima
Cleide.
A ex-senadora lembrou quemais de 50% da população brasileira é composta por
mulheres, cuja escolaridadejá é maior do que a média masculina. O Brasil ainda é
um dos piores países relativamente à ocupação de espaço político por mulheres.
No Congresso, de 513 representantesdo povo, apenas 45 são deputadas. Dos 81
senadores, apenas 22 são mulheres, edos 27 Governadores, somente 2 são do sexo
feminino. Nos espaços de comando, suaparticipação ainda não chegou à barreira
dos 15%.
“As mulheres e o PT queremconstruir novas relações para uma política mais
fraterna, solidária ecomprometida com a maioria de nossa gente. A sensibilidade
feminina podecontribuir muito para tal. Não estamos querendo tomar o espaço dos
homens ou deestabelecer disputas sexistas descabidas. Somos todos anjos de uma
só asa, que,para voar, precisamos estar juntos e bem sincronizados. Tenho
absoluta certezaque caminhamos todos nessa direção”, comentou Fátima.
O evento teve participaçãode dezenas de mulheres militantes do PT e contou
com a deputada Epifânia, quefalou na superação das dificuldades dentro da ALE e
na própria relação como o GovernoEstadual. Ainda sobre o tema, manifestaram-se a
coordenadora do Setorial das Mulheres,Clarice Braga e a vice-presidente do
PT/PVH, Sílvia Ferreira.
Fonte: Joelma Wust
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