domingo, 23 de outubro de 2011

Fátima Cleide fala de organização em Plenária Municipal

Uma preocupação que atingetodos os partidos é a reduzida participação das mulheres na vida política-partidária do país e de suas agremiações. Com as mudanças legais, frutoda mobilização e do avanço social, os partidos precisam preencher cotas mínimasde participação de gênero. Nos dias de hoje, pelo menos 30% das vagasdestinadas ao parlamento devem ser reservadas a um dos sexos, ou seja, nenhumgênero poderá ter mais de 70% das vagas em disputa. Isso impõe novas formas deorganização.
O PT parece estar à frentedesse processo mais uma vez. Na última sexta-feira, o Partido promoveu umaPlenária para abordar a organização feminina a partir dos novos desafiosimpostos à sigla, fruto das deliberações aprovadas no IV Congresso Nacional dalegenda, realizado no mês de setembro, em Brasília. A ex-Senadora FátimaCleide, membro da Executiva Nacional do PT e coordenadora geral do Congresso,foi uma das convidadas a falar sobre o assunto.
“Nosso partido tem consciênciado papel social que desempenha e de sua responsabilidade. O IV Congresso foi ummarco histórico, pois, entre outras ousadas propostas, aprovamos a equiparaçãode gênero para quaisquer disputas e para as ocupações de espaços políticosdentro do Partido dos Trabalhadores. Sem dúvida, é um gigantesco desafio quenós mesmos nos impomos. Esse fato, não tenho dúvida, será um balizador paratodos os outros partidos do país”, falou Fátima Cleide.
A ex-senadora lembrou quemais de 50% da população brasileira é composta por mulheres, cuja escolaridadejá é maior do que a média masculina. O Brasil ainda é um dos piores países relativamente à ocupação de espaço político por mulheres. No Congresso, de 513 representantesdo povo, apenas 45 são deputadas. Dos 81 senadores, apenas 22 são mulheres, edos 27 Governadores, somente 2 são do sexo feminino. Nos espaços de comando, suaparticipação ainda não chegou à barreira dos 15%.
“As mulheres e o PT queremconstruir novas relações para uma política mais fraterna, solidária ecomprometida com a maioria de nossa gente. A sensibilidade feminina podecontribuir muito para tal. Não estamos querendo tomar o espaço dos homens ou deestabelecer disputas sexistas descabidas. Somos todos anjos de uma só asa, que,para voar, precisamos estar juntos e bem sincronizados. Tenho absoluta certezaque caminhamos todos nessa direção”, comentou Fátima.
O evento teve participaçãode dezenas de mulheres militantes do PT e contou com a deputada Epifânia, quefalou na superação das dificuldades dentro da ALE e na própria relação como o GovernoEstadual. Ainda sobre o tema, manifestaram-se a coordenadora do Setorial das Mulheres,Clarice Braga e a vice-presidente do PT/PVH, Sílvia Ferreira.

Fonte: Joelma Wust

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